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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

CORRUPÇÃO DOCUMENTADA

Em entrevista, Arruda diz que recebeu dinheiro de Durval apenas uma vez e para comprar panetones

Publicada em 02/12/2009 às 10h04m

O Globo
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RIO - O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, se defendeu nesta quarta-feira em entrevistas concedidas aos jornais "Folha de S. Paulo" e "Correio Braziliense" das acusações de envolvimento em um esquema de pagamento de propinas a deputados aliados. O governador afirmou que só recebeu uma única vez dinheiro diretamente do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, exatamente o encontro gravado pela Polícia Federal em que ele aparece recebendo um maço de dinheiro num gabinete do governo. O governador também voltou a afirmar que a quantia era destinada à distribuição de panetones para a população carente.

Virou piada porque é panetone, mas no fundo é verdade mesmo. Entrego panetone nas creches, nos asilos, tudo isso

- Para mim, pessoalmente, ele deu o que aparece naquele vídeo que apareceu, que deve ser de dezembro de 2004 ou dezembro de 2005. Foi para as minhas campanhas sociais de final de ano que eu faço há dez anos. Virou piada porque é panetone, mas no fundo é verdade mesmo. Entrego panetone nas creches, nos asilos, tudo isso. Essa (doação em dinheiro de Durval) foi a única que recebi pessoalmente - afirmou Arruda ao jornal.

O governador nega ainda que em outro diálogo gravado pela PF tenha acertado mesadas a deputados da base aliada. Na conversa, Arruda fala em "despesa mensal com político" com o chefe da Casa Civil do governo do DistritoDistro Federal, José Geraldo Maciel. Segundo ele, a conversa tratava-se de pedidos de empregos em administrações regionais do governo.

- Sobre esse diálogo não vou mais fazer comentários por uma razão: os meus advogados estão estudando isso. Essas supostas falhas técnicas precisam ser estudadas. Acho que está tudo muito truncado e esquisito. Olha, filme de bandido e mocinho, muitas vezes no meio do filme a gente acha que o bandido é o mocinho. No final, as coisas sempre ficam claras.

Tudo o que eu quero é enfrentar o Roriz nas urnas. Ele tenta me derrubar no tapetão, antes da eleição

Para o governador, as denúncias são uma manobra de seu adversário político, o ex-governador do DF Joaquim Roriz.

- Tudo o que eu quero é enfrentar o Roriz nas urnas, porque a sensação que tenho é que ele, neste momento, com esta articulação que fez com essas pessoas, tenta me derrubar no tapetão, antes da eleição, talvez com medo de me enfrentar - afirmou o governador.

Arruda diz ainda que não pressionou integrantes da Executiva Nacional do DEM, para evitar a expulsão sumária:

- A conversa foi cordial. Até brinquei e disse a eles que queria que me tratassem como o PSDB tratou a Yeda (Crusius, do PSDB, governadora do Rio Grande do Sul, ameaçada de impeachment).

Antes era em pizza, agora é em panetone onde tudo isso tende acabar!

Sempre um "projeto social" serve para lavar o dinheiro sujo da corrupção estatal. Se alguém quiser fazer algo pertinente e positivo para a sociedade, que o faça gerando empregos, renda, desenvolvimento, infraestrutura, segurança, saúde, educação etc. Não me venha com "projetinhos sociais"! Assistencialismo gera ambiente propício para a corrupção e para outros usos indevidos do dinheiro público.

Ave a nossa PICARETOCRACIA CANALHOCRATA tão bem representada pela demagogia e pelo assistencialismo! Resultado, roubo, corrupção e mau uso da coisa pública!

Vida longa, sucesso e aquele abraço!!!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O MUNDO DE QUARENTENA!





A gripe suína põe à prova a eficiência sanitária do mundo globalizado. Países como a Coréia do Sul e a Nova Zelândia já demonstraram o seu arsenal com relação a esse risco, já países como Israel e o próprio México mostraram-se ainda incapazes de lidar com o que pode ser a nova "peste" da humanidade.
Estima-se, segundo microbiologistas e infectologistas, já há algum tempo que, cerca de cem em cem anos uma violenta pandemia age como um intenso fator de controle populacional no mundo. Algo como se fosse um feedback para a sustentabilidade do planeta. A população cresce, os recurso se escassam e o ambiente reage, normalmente com o mais eficiente fator de pressão seletiva para os seres vivos, um microorganismo. Daí, a população cai, logo o consumo dos recursos diminui e a biosfera se recupera numa nova era de abundância proporcionando o restabelecimento do crescimento populacional até que um novo ciclo recomece.
Pois bem, estamos bem no restabelecimento do ciclo, se contarmos a partir da última grande pandemia, a gripe espanhola, que dizimou cerca de um terço da população mundial no início do século XX.
Acredita-se que hoje, com a globalização, com as facilidades de transporte intercontinental e com a densa aglomeração demográfica, o mundo estaria até mais vulnerável à devastação microbiológica que a natureza caprichosamente nos impõe. É certo também que atualmente as tecnologias sanitárias e farmacêuticas nos dão uma considerável vantagem sobre o mundo microscópico. Se a facilidade de contágio é maior, a consciência preventiva e a capacidade terapêutica sofreram avanços consideráveis. Resta-nos saber quem ganhará essa disputa, de um lado, a natureza e suas diversas engenharias evolutivas associada às circunstâncias de um mundo globalizado e altamente interativo, do outro, a tecnologia, a informação e a atual organização geopolítica.
Meu temor maior é em relação ao Brasil, país acostumado a tapar o sol com a peneira e trocar a fechadura depois que a porta fora arrombada. Será que em Terras Lulantes seremos tão cuidadosos e competentes como o momento exige? Por aqui, é bem capaz de ter deputado vendendo cota de bilhete aéreo para o México bem no meio do olho do furacão de uma provável pandemia... Alguém duvida?
Podemos aproveitar para olhar o mundo de uma forma mais responsável e disciplinada, principalmente sob o aspecto ecológico e social. O aquecimento global, o buraco na camada de ozônio e a escassez de recursos naturais, incluindo a água potável, amedrontam-me bem menos que o ambiente microscópico. A cada ecossistema em que interferimos, a cada bioma que agedimos e/ou subtraimos, funciona como uma pedrada nessa colmeia microbiológica de aonde não temos para correr.
Diante à natureza não há demagogias, populismos ou retóricas de embromação, ela age com o rigor e o vigor da coerência.
Cuidem de seus velhos e de suas crincinhas, pois serão, no caso de uma pandemia, os primeiros a sucumbirem; cuidem de seus semelhantes que vivem na precariedade sanitária ou nas indígnas aglomerações sociais, pois com certeza também serão alvos fáceis. Vamos rogar por nós mesmos à natureza para que ela tenha piedade por tudo que fazemos durante toda a nossa existência humana.